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Policia Militar com choque e cavalaria agride covardemente agentes e inspetores penitenciários em movimento pacífico


Data da publicação: 17/06/2016
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Policia Militar com choque e cavalaria agride covardemente agentes e inspetores penitenciários em movimento pacífico

     ALDIR

    Eram no máximo 70 agentes e inspetores penitenciários que em frente as unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Pedrinhas iniciaram um movimento grevista de 48 horas. Nenhum deles portava arma e tinham apenas um carro de som para socializar as razões da greve em defesa em dos seus direitos e da falta de sensibilidade do Governo do Estado, em pelo menos apresentar uma proposta salarial decente para a categoria.

        APolicia Militar foi para o local com todo o aparato do Choque e da Cavalaria, calculando-se em aproximadamente 200 homens fortemente armados, inclusive com escopetas e armas de grosso calibre, utilizadas para enfrentar bandidos dos assaltos a bancos.  Comandados por um oficial superior de nome Welington, que é major ou tenente-coronel, que esteve reunido com o comando de greve dos penitenciários e verificou que o movimento era pacífico com objetivo de protesto. Depois das conversas, lideranças do movimento socializaram os entendimentos ao grupo e pediu que todos evitassem excessos.

       O Comando de Greve dos Penitenciários afirma que foi a partir da presença no local da Subsecretária de Estado da Administração Penitenciária, Camila Neves e o secretário adjunto João Francisco Rodrigues e depois de uma reunião com o oficial da PM Welington, é que surgiu a violência iniciada pelo próprio comandante que foi o primeiro a dar tiros de borracha, pegando os grevistas de surpresa. Sem necessidade alguma e subtende-se que foi apenas um ato irresponsável para dar vazão ao poder de força, foram disparadas armas de efeito moral e as de borracha já haviam atingido vários agentes e inspetores.

 O número de militares armados a princípio visto como intimidador, uma vez que era contingente fazer reintegração de posse contra pessoas pobres e humildes ou para tentar enfrentar os ataques a ônibus, deu demonstração da sua real finalidade. Não houve confronto com os agentes e inspetores penitenciários, na verdade foi uma agressão covarde e tudo leva a crer que tenha sido premeditada.

             Governo do Estado não honrou compromisso

       Agentes e inspetores penitenciários através do seu sindicato de categoria, sempre esteve aberto ao diálogo com a SEJAP e o Governo do Estado, que vinham sempre adiando questões como a gratificação de nível superior, que é a única categoria em todo o Estado, que não recebe, embora tenha decisão judicial favorável de primeiro.

        O estopim de todo o problema ocorreu, quando de uma assembleia geral dos agentes e inspetores penitenciários em que estiveram presentes como negociadores do Governo do Estado, os Secretários de Estado, Marcio Jerry e Antonio Nunes. Ambos deixaram bem claro, que diante das propostas recebidas, o governador Flavio Dino seria bem acessível às suas pretensões. Dias depois receberam uma proposta totalmente diferente do que haviam debatido e inclusive nas projeções até 2018, agentes penitenciários estariam recebendo remuneração inferior a de um policial militar.

         Ao se reunirem em nova assembleia geral, decidiram recusar a proposta e apresentar uma contraproposta. O Governo do Estado fez uma inexpressiva correção que variavam entre um e dois por cento e se colocando a disposição para novas negociações. Na assembleia da última quinta-feira, a categoria interpretou como desrespeito e até imoral a nova proposta e entendeu que os entendimentos de quase um ano e meio não resultaram em avanços. Os mais indignados registraram que agentes e inspetores deram importantes colaborações através do SINDSPEM para a restauração do Complexo de Pedrinhas, que agora está retomando a desordem.Diante da avaliação e por decisão da maioria a greve de advertência foi mantida e o primeiro dia foi marcado pela covardia da Policia Militar e do Governo do Estado.

       Os tiros disparados com balas de borracha, iniciado pelo comandante da tropa o major ou tenente-coronel Welington atingiu os agentes penitenciários Jean, Carlos Ambrósio, Carlos Machado, a agente Carlene e o inspetor Ideraldo Gomes, presidente em exercício do Sindicato dos Agentes Penitenciáriosdo Maranhão.

FONTE: BLOG DO ALDIR DANTAS



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