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O caldeirão vai explodir: agentes penitenciários entrarão em greve


Data da publicação: 10/06/2016
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O caldeirão vai explodir: agentes penitenciários entrarão em greve

 

Há quase um mês, no presídio da região metropolitana de Fortaleza, o caldeirão explodiu e o resultado foram 26 mortos, corpos furados e assados em chamas. Tudo isso depois que os agentes entraram em greve e as visitas foram proibidas. Além disso, mais de 50 fugas.

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Ontem, as negociações entre o governo e os agentes penitenciários não avançaram. Então, ficou decidido a greve entre os dias 17 e 18, sexta e sábado. Ou seja , se não tiver um policiamento reforçado, o caldeirão pode explodir em Pedrinhas.

De acordo com a categoria, as negociações não andam boas e a insatisfação só aumenta. A proposta oferecida pelo governo não foi aceita e para o presidente do sindicato é uma indecência e total falta de respeito com os trabalhadores.

Eles alegam o não recebimento da gratificação de nível superior, sendo a única classe a não receber o benefício. Mais além da reposição salarial, a principal reivindicação é para que o governo cumpra a promessa em equiparar os salários do agentes penitenciários com o o de investigador de policia e o de inspetor penitenciário com o comissionário de policia, fora outros pedidos.

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Caso fique decretado o início da greve, pode-se esperar dias sangrentos na capital. Sem segurança, o estado poderá perder o controle da situação como ocorreu no estado do Ceará no final do mês passado, quando o caos aumentou devido a greve dos agentes penitenciários.

Rebeliões, mortes de presos, fugas, corpos carbonizados e pavilhões destruídos foi registrado lá, cenas e vídeos que caíram na internet chocando a população devido tamanha violência.

Sem os agentes trabalhando em nosso estado, consequentemente as visitas íntimas serão suspensas o que deverá causar revolta entre os detentos e familiares.

No Ceará, 12 mil detentos deixaram de receber visitas e 40 unidades prisionais no interior do estado ficaram paralisadas. Mulheres de presidiários bloquearam a principal BR de acesso tocando fogo em objetos e pneus.

Aqui no Maranhão, é preciso uma rápida intervenção do governo do estado junto para que não ocorra cenas de terror parecidas com as do ano de 2010 onde 18 detentos saíram mortos e até decapitados.

FONTE: Blog do Luis Cardoso



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