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O sistema prisional do MA e as relações com o submundo do crime organizado (Parte II)


Data da publicação: 20/01/2016
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O sistema prisional do MA e as relações com o submundo do crime organizado (Parte II)

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O Maranhão possui cerca de 5.798 presos, o que representa apenas 1% da população carcerária do país. Mas isso não impede que o estado responda por impressionantes 30% das execuções sumárias ocorridas no sistema prisional do país nos últimos anos.

No que pode parecer que essa assombrosa estatística seja consequência direta apenas das ações isoladas das facções criminosas instaladas nos presídios locais, a realidade dos fatos, e relatórios de entidades sérias de defesa de direitos humanos e da própria OAB-MA, mostram que há um envolvimento, de uma forma ou de outra, de servidores públicos dos mais diferentes níveis hierárquicos do Estado maranhense no caos em que se tornou o nosso sistema prisional.

Não por acaso, existem diversas representações contra órgãos do Governo do Estado e servidores públicos movidas por entidades da sociedade civil com denúncias que vão desde a prática de tortura promovida por policiais, passando pelo coluio de agentes públicos para favorecer facções do crime organizado como Bonde dos 40 e Primeiro Comando do Maranhão (PMC). Este último, uma espécie de “franquia” do PCC paulista, teria nascido nos porões da Casa de Detenção (Cadet), no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. 

No bojo dessa promiscuidade entre autoridades governamentais superiores e funcionários públicos dos escalões mais baixos do aparelho estatal maranhense, aparece o envolvimento de dirigentes do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão (Sindspem-MA). 

Informações sigilosas, obtidas a partir da inteligência da Polícia Federal, revelaram ser comum a prática de tortura, bem como outros atos ilícitos, envolvendo um grupo específico de agentes penitenciários que, segundo inquérito inquérito policial n.o 023/2008 – SICriF, exerceriam forte influência no Sindspem-MA.

Não é novidade para ninguém a existência desses vínculos de agentes públicos e sindicais com líderes das facções criminosas.

O que chama a atenção é o nível de impotência a que chegaram as autoridades sérias e servidores honestos, que desempenham com honradez as suas atividades profissionais, em combater o crime organizado. A impressão é que sucumbiram às facções criminosas.

E o pior que esse estado de coisa insiste em pulsar intensamente no sistema prisional do Estado do Maranhão.

Continua na parte III.

FONTE: BLOG DO ROBERT LOBATO



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