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O sistema prisional do MA e as relações com o submundo do crime organizado (Parte I)


Data da publicação: 20/01/2016
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O sistema prisional do MA e as relações com o submundo do crime organizado (Parte I)

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Na semana passada, o sistema prisional maranhense voltou ser pauta na imprensa local e, desgraçadamente, ganhou espaço em vários veículos importantes da mídia nacional.

A polêmica teve início com a declaração do presidente do Conselho Diretor daSociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), professor Wagner Cabral, de que para manter a paz nos presídios maranhenses, “o governo se rendeu à lógica dos criminosos”.

A declaração de Cabral foi reforçada pelo também membro da SMDH, o advogado Luís Antônio Pedrosa, que garantiu existir “concessões à facções criminosas para controlar mortes no sistema penitenciário do Maranhão”.

O Maranhão não é o primeiro estado a ser apontado como parte em acordos com facções do crime organizado. 

Ano passado, o jornal O Estado de São Paulo, trouxe uma reportagem bombástica revelando que autoridades do governo Geraldo Alckmin (PSDB) fizeram um acordo com o chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, com o objetivo tentar encerrar uma onda de ataques da facção criminosa, que abalou o maior estado do país em maio de 2006.

O Governo de São Paulo, portanto, pode ter dado início a uma prática nada ortodoxia de conter as ações dessas organizações do crimes por meio de acordos pontuais ou até mesmo concessões mais gerais. É exatamente isso que os ativistas de direitos humanos maranhenses acusam o governo Flávio – que tem negado peremptoriamente.

No Maranhão

O ano de 2014 foi marcado por uma ofensiva das facções criminosas do Maranhão jamais vista antes antes no estado.

Foram inúmeros ataques dentro e fora do presídios que causaram medo e terror na sociedade, cujo paroxismo foi a morte da menor Ana Clara Santos Sousa, de apenas 6 anos, que teve 95% do corpo queimado após ataque a um ônibus em São Luís supostamente por facínoras do PCM (Primeiro Comando do Maranhão).

Outros ataques foram promovidos durante todo o primeiro semestre daquele ano tanto pelo PCM quanto pelo Bonde dos 40, havendo uma trégua das facções somente após a eleição em que Flávio Dino consagrou-se governador eleito.

O então secretário de Administração Penitenciária, delegado Sebastião Uchoa tencionou até o limite com as facções criminosas não cedendo às pressões das mesmas, mas ficou acuado em meio as indecisões do governo Roseana Sarney.

Nesse contexto todo, o Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Maranhão – SINDSPEM, jogou um papel fundamental para enfraquecer o governo Roseana, e por conseguinte, o enfrentamento do ex-secretário Uchoa contra as facções criminosas no interior do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Inimigo público do delegado Sebastião Uchoa, o principal líder do SINDSPEM, o agente penitenciário Cézar Bombeiro, acabou fazendo o jogo das facções criminosas, ainda que de forma involuntária ou tácita.

Continua na Parte II.

FONTE: BLOG DO ROBERT LOBATO



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