HISTÓRICO



Histórico de Greves dos Agentes Penitenciários


Data da publicação: 16/08/2007
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Greve acirra os ânimos entre policiais civis e militares na CCPJ

 

REFLEXO


No quarto dia consecutivo de paralisação de policiais civis e agentes penitenciários, na manhã de ontem, na Central de Custódia de Presos de Justiça do Anil, os ânimos se exaltaram. Num ato conjunto, policiais civis e agentes penitenciários queriam garantir a continuidade da paralisação impedindo a visita dos familiares dos presos enquanto a Polícia Militar tinha ordens expressas de viabilizar a entrada dos visitantes.

Os líderes das duas partes conseguiram impedir um princípio de confronto. A postura de intransigência do Governador José Reinaldo, que está claramente perdido ante a reação da classe aos abusos de sua gestão, só contribui para agravar a situação, que já é extrema. As informações de Arnaldo Colaço, vice-presidente da Sinpol, dão conta de que não haverá recrudescimento por parte dos policiais civis.

"A ordem do comando da greve é impedir todas as visitas tanto no sistema penitenciário quanto nas delegacias, mas diante de tudo isso, até o momento, não fomos chamados oficialmente pelo governo estadual para negociar, valendo ressaltar que não iremos abrir mão das nossas reivindicações", afirmou.

A movimentação na CCPJ começou por volta das 9h da manhã e a via teve que ser fechada para garantir a tranqüilidade dos que estavam no local. A presença do batalhão de missões especiais, do qual fazem parte à tropa de choque e força tática da PM atestava o clima de tensão.


Dentro do núcleo prisional o barulho e a inquietação eram intensos. Os presos batiam nas grades e ameaçaram queimar os colchões. A certa altura, Ana Paula Porto, esposa de um dos presos, chegou para a visita semanal portando uma sacola de alimentos. Ela se dirigiu à entrada da CCPJ e tentou entrar, no que foi prontamente impedida pelos policiais civis.

Foi uma vitória dos grevistas, que argumentaram que o direito à greve é constitucional e assegurado por lei. Ana Paula ainda tentou argumentar, mas foi em vão: "Isso é um absurdo. Pelo menos as compras têm que entrar", disse, sem sucesso na tentativa.

Meia hora depois de a primeira visita tentar inutilmente adentrar na CCPJ, a mãe de um dos detentos, Regina Luísa, costureira, fez o mesmo. A impedi-la, os manifestantes argumentaram que a paralisação também luta pela melhoria das condições de trabalho, o que também beneficia os presos e um dos policiais civis ofereceu ajuda para guardar os alimentos trazidos por ela.

No entanto, Regina ainda tentou promover arruaça, afirmando que era necessário um quebra-quebra para resolver o impasse. O coronel Melo, no comando da ação militar, esteve durante todo o tempo dentro da CCPJ e não falou à imprensa. Um dos militares que não quis se identificar disse que o efetivo havia sido mobilizado apenas para dar suporte em caso de rebelião.

"Nós fomos destacados para conter os presos em razão da greve. Mas a ordem é deixar os visitantes entrarem", disse ele. Já o capitão Diógenes disse que a meta era unicamente garantir aos familiares dos presos o direito à visita.

Fontes não-oficiais informaram que o diretor da CCPJ, José Ribamar Campos, havia sido ameaçado pelos presos e sofrido agressões verbais. Houve um começo de incêndio e o Corpo de Bombeiros esteve no local.

'Fora Uchoa'

O comandou de greve, por parte dos agentes penitenciários, declararam que a gestão do secretário-adjunto Sebastião Uchoa é uma farsa, já que ele só faz de conta que trabalha quando acontece uma rebelião e a mídia está presente. Ao coro de "Fora Uchoa!" os policiais civis pediram a deposição do secretário.

"Felizmente os familiares já estavam avisados da greve e só um número pequeno compareceu à CCPJ. O tumulto que começou foi contido pelo bom-senso tanto dos civis quanto dos militares, apesar do empurra-empurra", finalizou Colaço. Á tarde, a cena voltou a se repetir, e os grevistas voltaram a impedir a visita de familiares e parentes, entretanto, diante da ampla cobertura sobre a paralisação, poucos familiares estiveram no local.

Ao longo do dia de hoje, os manifestantes garantem que a cena voltará a se repetir e as visitas serão inviabilizadas pela categoria.


Jornal Veja Agora

 

70% da Polícia Civil - MA está em greve

Os policiais civis e agentes penitenciários do Maranhão deliberaram greve nesta segunda-feira (24). De acordo com informações do presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol), Amon Jessen, somente 30% da categoria está trabalhando, obedecendo a Lei de Greve que prevê o funcionamento dos serviços básicos das instituições

Em forma de manifestação, os policiais estão concentrados na Penitenciária de Pedrinhas e em frente ao Plantão Central da Beira-Mar. A categoria só deve determinar o fim da greve, caso haja um acordo com o Governo do Estado.

Os policiais e agentes penitenciários, que se solidarizam com o movimento, reivindicam equiparação do vencimento-base de R$ 303,24, imposto pelo Executivo estadual a todo o funcionalismo público, com o salário mínimo nacional, que é de R$ 350,00.

Cerca de 70% dos policiais civis, escrivães, peritos criminalistas, agentes e inspetores penitenciários já paralisaram as atividades a partir de segunda-feira. São cerca de 1.615 servidores no quadro da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP/MA) e mais 426 lotados no sistema carcerário, que é de responsabilidade da Secretaria de Justiça e Cidadania.


Jornal Veja Agora



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