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Presidente do Sindspem diz que a situação é grave no Complexo de Pedrinhas


Data da publicação: 12/03/2014
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Presidente do Sindspem diz que a situação é grave no Complexo de Pedrinhas

 

 

   presidente  O agente penitenciário Antonio Benigno Portela, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Maranhão, está bastante preocupado com os rumos que estão sendo dados para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Diz que a acentuada demora da Polícia Militar dentro das unidades prisionais deixou de inspirar respeito e intimidação para os presos e de maneira mais determinada para as facções criminosas, daí é que constantemente promovem conflitos, continuam matando detentos, cavando túneis e serrando celas. Essas facilidades eram atribuídas pelo Secretário de Justiça e Administração Penitenciária para agentes e inspetores penitenciários, sem qualquer ônus de prova, o que acabou se transformando em pretexto para a contratação de monitores terceirizados e escolta armada, sem a mínima capacitação para trabalhar em estabelecimento penal e com população carcerária. Portela registra também que, os policiais militares já estão desmotivadose não escondem o desejo de retornarem  aos serviços para os quais estão habilitados, principalmente na prevenção e repressão à violência nas ruas e bairros da Região Metropolitana. A Força Nacional com um número bem reduzido de militares, está mais presente em sua base e comparece às unidades prisionais, quando é acionada, pontuou o presidente do Sindspem.

     A interrogação que está posta, reside a partir do momento em que a Policia Militar e a Força Nacional tiverem que deixar as unidades prisionais, quem será que irá garantir a segurança dos presídios? É uma pergunta que se faz. Serão os monitores com a segurança armada da Atlântica?  Se até o final deste governo, as novas unidades prisionais forem concluídas, quem serão os suportes de segurança?  A Justiça e oMinistério Público continuarão alheios ao desrespeito à Lei das Execuções Penais?  Essas colocações são pertinentes diante de tanto desrespeito e afronta que vem se fazendo, o que tem dado ênfase para a banalização da vida dentro dos cárceres.

 

       Se as instituições que compõem o Comitê de Gestão Integrada para o Sistema Penitenciário, já tivessem efetivamente verificado a realidade desumana em que vivem os presos e a superlotação, e que se diz ser processo de ressocialização e também mandassem fazer uma auditória em inúmeros contratos para a prestação de serviços e acentuados convênios nada transparentes com recursos públicos, muitas coisa já teria mudado e o Sistema Penitenciário estaria em um caminho efetivo de recuperação.

        Os riscos de motins, confrontos armados entre facções e fugas não estão descartados, conforme a Polícia Militar já advertiu e inclusive deixou bem claro, que as facilidades são proporcionadas pelo pessoal da Sejap. Tivemos conhecimento que a Sejap está solicitando ao Comando Geral da Policia Militar, que todas as armas apreendidas nas unidades sejam entregues aos diretores de presídios para evitar que os consideráveis números não cheguem ao conhecimento da mídia e por extensão à sociedade, concluiu Antonio Benigno Portela, presidente do Sindspem.

FONTE: BLOG DO ALDIR DANTAS



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