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Fragilidades na segurança e privilégios nas unidades podem resultar em novas barbáries no Complexo de Pedrinhas.


Data da publicação: 06/03/2014
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Fragilidades na segurança e privilégios nas unidades podem resultar em novas barbáries no Complexo de Pedrinhas.

 

 


 

      pedrinhas  A Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária continua mantendo o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, como um chiqueiro, conforme definiu o desembargador Antonio Bayma. As unidades prisionais são desprovidas de higiene, o que proporcionou a criações de ratos guabirus, capazes de fazer medo a qualquer gato. Dentro da Casa de Detenção, quem abre e fecha as trancas das celas são presos indicados pela direção das unidades, e apesar de ter uma parte em reforma, nela funciona um comércio com a venda de produtos diversos, que dá demonstrações de contar com autorização e fiscalização por parte da direção do Sistema Penitenciário. O preso que se aventurar a comprar uma coca cola de dois litros terá que desembolsar no mínimo quinze reais. Ninguém sabe informar o proprietário da cantina que fatura muito bem. Há poucos dias três presos conseguiram fugir da Cadet, com a maior facilidade e foram recapturados por tentarem escapar pela BR, ficando bem visíveis para as equipes de recaptura.

           A informação colocada para a população é que nas unidades prisionais trabalham permanente na fiscalização e vigilância a Policia Militar, a Força Nacional de Segurança e o Grupo Especial de Operações Especiais – GEOP. Na realidade atualmente uma média de cinco militares da PM trabalham em regime de plantão, as demais instituições ficam em suas bases fora da área do Complexo de Pedrinhas e só comparecem quando acionadas para ações emergenciais. Essa realidade demonstra claramente a vulnerabilidade do Sistema Penitenciário, a partir da decisão da Sejap, em retirar agentes e inspetores penitenciários das unidades prisionais para privilegiar serviços terceirizados de empresas aliadas a políticos de trânsito e influência no Palácio dos Leões.

 

    O problema da alimentação fornecida através de contrato milionário com uma empresa que seria de São Paulo, houve um ajuste para que seja mantida apenas as refeições dos detentos, sendo a maioria jogada fora pela péssima qualidade e com certeza se constituem em comida para os ratos gabirus. É um dos problemas mais sérios e que geram problemas graves nas unidades prisionais e que até hoje não foram resolvidos, muito pelo contrário, passaram a ser agravados. Internas dos pavilhões femininos é que produzem diariamente a alimentação dos monitores e de todos os funcionários, com produtos fornecidos pela Sejap, com uma estrutura de cozinha montada na CCPJ de Pedrinhas.

            Sobre a cobrança feita pelo Ministério Público relacionada a retirada de fogões elétricos  das unidades prisionais, resultou foi no aumento deles em todas as unidades prisionais e implementou o comércio de gêneros alimentícios dentro da prisão. Quanto a televisores, dvd’s, sons e play station, ventiladores e celulares não existe controle e tudo é visto pelo videomonitoramento, inclusive pelo secretário Sebastião Uchôa, de dentro do seu próprio gabinete na Sejap. Esta semana, um preso chegou a jogar água quente no braço de um monitor e tudo continua na mais aparente harmonia até que novos conflitos despontem,ou outros assassinatos, como o do último sábado no Cadeião do Diabo.

CADÊ O COMITÊ DE GESTÃO INTEGRADA

              Com a exceção do mutirão carcerário, que está sendo bemexecutado, outras atribuições do Comitê de Gestão Integrada, presidido pela governadora Roseana Sarney vem sendo indiferente a grave problemática instalada dentro das unidades prisionais ou chiqueiros, como bem identificou o desembargador AntonioBayma. Infelizmente, aesculhambação continua pior do que antes e há necessidade da adoção  de medias urgentes e necessárias, a não ser que esteja em andamento um  plano para desmoralizar ainda mais governadora Roseana Sarney  e forçar uma intervenção federal no Sistema Penitenciário do Maranhão. O mais estranho é que com a corrupção deslavada instalação na Sejap com contratos assinados com marcas absurdas de desvio de recursos públicos, ainda não terem sido fiscalizados pelos Ministérios Públicos. Outra questão reside na falta de fiscalização de vários fatos aqui narrados, a não ser que interesses mais altos estejam dentro do contexto.

FONTE: BLOG DO ALDIR DANTAS



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