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Transferências de presos de Pedrinhas são marcadas por trapalhadas e desinformação


Data da publicação: 17/02/2014
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Transferências de presos de Pedrinhas são marcadas por trapalhadas e desinformação

OSWALDO VIVIANI

As três transferências de presos do sistema prisional do Maranhão, nos dias 20 de janeiro, e 12 e 13 de fevereiro –que levaram, até agora, 25 detentos para fora do estado –foram marcadas por trapalhadas e desinformação. E quando houve informação, há indícios de que o Sistema Mirante – de propriedade da família Sarney – foi privilegiado.

As trapalhadas foram causadas pela decisão burra da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), chefiada pelo delegado Sebastião Uchôa, de, inicialmente, “por questões de segurança”, não revelar os nomes dos presos transferidos e os presídios federais para os quais seriam levados.

A decisão teve de ser revista porque os nomes vazaram para o Sistema Mirante – muitos deles incorretos – e aí, numa tentativa de organizar a bagunça, a partir da segunda transferência (no dia 12), a própria Sejap começou a divulgar para a imprensa os nomes dos transferidos. Os nomes foram relacionados numa espécie de “panfleto”, com o carimbo “sigiloso”, não sem algumas incorreções.

O destino dos apenados, no entanto, continuou sem ser informado, a pretexto das tais “questões de segurança”. E os familiares e advogados? Também não sabem para onde estão indo seus parentes ou clientes?

Na verdade, o suposto sigilo só resulta em desinformação. Os jornais Pequeno e O imparcial divulgaram que os oito presos transferidos na quarta (13) foram levados para o presídio federal de Campo Grande (Mato Grosso do Sul). Já o Estado do Maranhão, do Sistema Mirante, publicou que os destinos dos detentos foram Campo Grande e Catanduvas (Paraná), sem revelar quem foi para onde.

Quanto às trapalhadas, a maior delas foi relacionar um preso na lista de transferidos da quinta (13), e só no momento da transferência descobrir que ele havia fugido. Leandro Santos Souza, o “Leandrinho”, estava preso na Casa do Albergado, do Monte Castelo, em regime semiaberto. Ele soube, um dia antes (quarta), que estava entre os transferidos, e nem apareceu para dormir. É considerado foragido.

Causou estranheza que tanto “Leandrinho” como outros três apenados do regime semiaberto – que estão cumprindo tal regime exatamente por não serem considerados presos perigosos – foram incluídos nas listas de transferidos para o presídio de Campo Grande. Leanderson Nonato dos Santos, o “Léo Pirento”, que também estava na Casa do Albergado, foi transferido no dia 12. Almir Ferreira dos Santos Filho, o “Almirzinho”, e João Batista Silva Mendes, o “Escobar” – presos do semiaberto da Penitenciária de Pedrinhas – foram transferidos no dia 13.

Questionada sobre o caso de “Leandrinho” na quinta, após a reunião do Comitê de Gestão Integrada – que cuida da crise no sistema prisional do estado –, a governadora Roseana Sarney (PMDB) mais confundiu do que esclareceu. Disse, sem dar mais detalhes, que o preso foi incluído na lista de transferidos da quinta devido “a um processo que estava sendo analisado secretamente”, e que ele cumpria regime semiaberto na casa do albergado “por um outro processo”.

A governadora afirmou, ainda, que, na hora em que forem concluídas as mudanças que estão sendo implementadas na área prisional do estado, o “sistema penitenciário do Maranhão será um exemplo para todo o Brasil”.

 

FONTE : JORNAL PEQUENO



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