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O silêncio do Comitê de Pacificação das Prisões para mais um assassinato em Pedrinhas


Data da publicação: 22/01/2014
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O silêncio do Comitê de Pacificação das Prisões para mais um assassinato em Pedrinhas

 


 

              Se o colegiado do Comitê de Gestão Integral de Pacificação das Prisões não adotar providências urgentes quanto às determinações intempestivas, inconsequentes e geradoras de crises no Sistema Penitenciário, de iniciativas do secretário Sebastião Uchôa, mais homicídios serão registrados nas unidades prisionais e mais armas e drogas adentrarão com relativas facilidades. Um preso que chegou ao Centro da Custódia de Presos de Justiça – CCPJde Pedrinhas, no último mês de dezembro foi encontrado morto na manhã de hoje em uma cela em que se encontrava recolhido com mais sete outros elementos. De acordo com a perícia do Instituto Médico Legal, a vítima morreu por enforcamento. Os últimos homicídios registrados no Sistema Penitenciário tiveram como vítimas pessoas que chegaram as unidades prisionais com pouco tempo, com casos até de poucos dias.

              Infelizmente o Sistema Penitenciário continua sendo administradopela megalomania psicótica de uma pessoa totalmente desprepara e sem o mínimo conhecimento do que é gestão pública. Hoje a sua preocupação maior é a avidez do aumento da terceirização para mais contratosmilionários com as empresas VTI e Atlântica, de grandes influências nos contextos políticos próximos do Palácio dos Leões. Entendo que se faz necessário, até como transparência, que o Ministério Público tanto Estadual e Federalexecutem auditorias em convênios e contratos danosos para os cofres públicos. Para que haja efetivamente pacificação nas prisões é indiscutível sob qualquer aspecto a correta aplicação dos recursos federais e estaduais e bem transparentes, o que o Governo do Maranhão tem sido altamente incompetente,ensejando que muito dinheiro destinado para obras retornem ao governo federal.

 

             Para que se tenha uma dimensão da falta de gestão, o assassinato ocorrido hoje pela manhã foi na unidade em que na semana passada houve dois motins num mesmo dia e em que um detento fez disparos de armas de fogo contra dois militares da Força Nacional. A direção da unidade teria sido informada por uma senhora que havia uma arma de fogo dentro da CCPJ, o que foi totalmente ignorado, segundo relato da denunciante feito a TV Cidade e a Rede Record de Televisão. Para qualquer gestor de visão e de bom senso, de imediato deveriam ter ocorrido mudanças. Quanto a questão de armas e drogas dentro das unidades prisionais, a Policia Militar já advertiu que existem facilidades decorrentes de vícios antigos e corrupção. A Sejap já foi observada da necessidade de ser feita uma substituição de todos os diretores de unidades e das pessoas de apoio, uma vez que toda a vulnerabilidade está concentrada nelas, mas diante da radicalização da persistência, fiquemos no aguardo dos próximos capítulos do circo dos horrores do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.



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