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Rebelião no presídio de Pedreiras é encerrada


Data da publicação: 23/04/2012
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Rebelião no presídio de Pedreiras é encerrada

Detentos iniciaram rebelião no início da tarde de sábado, no Presídio Regional de Pedreiras, cidade localizada a 273 quilômetros de São Luís. Os presos depredaram algumas celas, atearam fogo em colchões do pavilhão do Centro de Ressocialização de Pedreiras (CRRP), que é gerenciando em parte pela Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), e mantiveram 10 reféns, entre presos condenados por estupro e seguranças do local. Após quase 21 horas, o motim foi encerrado com a libertação dos reféns.

Segundo informações de agentes penitenciários, o motim começou de forma repentina, pegando-os de surpresa. Houve troca de tiros entre agentes e rebelados, que deixou de seis a oito presos feridos. Os baleados foram levados para o Hospital Geral da cidade. Do lado de fora, familiares dos detentos permaneciam tentando alguma comunicação.

A Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) informou que detentos tinham como principal reivindicação maior acesso e celeridade na apreciação de seus processos. Durante a confusão, eles pediram a presença de autoridades, como o promotor, juiz da comarca e um pastor. A rebelião foi controlada pouco tempo depois quando começaram as negociações que foram conduzidas pelo superintendente de Justiça da Sejap, Amaury Chaves.

Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Maranhão (Sindspem-Ma), a rebelião também foi motivada por rivalidade entres os presos atendidos na Apac e os condenados do pavilhão comum. Um dos presos, identificado como Fredson, escreveu uma carta para a direção do presídio.

No bilhete, o detento explica que não faz parte da rebelião, mas que concorda com ela. De acordo com ele, o motim foi motivado por falta de interesse da Justiça em liberar alguns dos condenados que já pagaram sua pena. Ele afirma que a rebelião era liderada pelos presos da Apac. Ainda segundo o preso, seu "castigo" era de seis meses e há um ano está à espera de sua liberdade, sem nenhum benefício, assim como outros condenados.

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O Centro de Ressocialização Regional de Pedreiras (CRRP) é conhecido como referência em reintegração dos presos condenados. No total, o CRRP abriga 160 presos, entre homens e mulheres. Desses, aproximadamente 80 estão sentenciados e participam das atividades propostas pelo método APAC.

Os detentos são acompanhados por uma equipe multidisciplinar, representantes da comunidade e voluntários, recebendo assistência médica, jurídica, psicológica, terapêutica, educacional, profissionalizante e religiosa, além de visitas semanais de seus familiares. Eles também têm atividades remuneradas, como a manutenção de uma horta, uma fábrica de cadeiras e outra de detergentes.

 FONTE : JORNAL O ESTADO DO MARANHÃO



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