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Moradores da Liberdade não querem conviver com vizinhança perigosa e apelam ao governo‏


Data da publicação: 02/04/2012
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Unidade de Regime Disciplinar Diferenciado abriga presos perigosos por falta de cadeia de segurança máxima no estado
POR OSWALDO VIVIANI
e JULLY CAMILO

A presença na Unidade de Regime Disciplinar Diferenciado (URDD), instalada na Liberdade, de três presos de alta periculosidade está deixando alguns moradores do bairro apreensivos. Os três – os nomes não foram divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária – fazem parte do grupo de 13 detentos que, na noite da última quarta-feira (28), retornou do presídio de segurança máxima de Campo Grande (Mato Grosso do Sul) para São Luís. Todos os outros 10 presos foram para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas: três para a Casa de Detenção 1 (Cadet 1), três para a Cadet 2 e quatro para o Presídio São Luís. Dois deles lideraram a rebelião de novembro de 2010, em Pedrinhas, que deixou um saldo de 18 detentos mortos pelos próprios presidiários – três deles decapitados.
O temor desses moradores se dá em decorrência de a Unidade de Regime Disciplinar Diferenciado – que não é um estabelecimento penal de segurança máxima – ser ocupada por presos perigosos, que podem escapar a qualquer momento. Há pouco mais de uma semana, sete presos fugiram da unidade, que fica ao lado do 8º Distrito Policial, na Rua Padre Manoel de Jesus.
Segundo o comerciante Sebastião Salles, de 52 anos, a Liberdade já carrega um estigma de bairro violento, e a chegada à URDD dos presos que estavam num presídio de segurança máxima só vem a colaborar para que este estigma se fortaleça.


“Os presos que fugiram da unidade nem eram tão perigosos como estes que chegaram agora, e mesmo assim conseguiram serrar as barras da cela onde estavam, renderam, agrediram e amarraram o único policial de plantão e o vigilante da delegacia, além de levarem coletes à prova de balas, as roupas do vigia e a moto do policial. Imagina o que esses outros podem fazer”, disse Sebastião.
A dona de casa Rosa Maria Saraiva, 39, afirmou que tem evitado sair de casa e agora só consegue ficar tranquila depois de ter certeza de que todas as portas, janelas e grades de sua casa estão fechadas.
Provisório – De acordo com o diretor da URDD, Maécio Cutrim, todas a medidas necessárias para a segurança dos presos, bem como da comunidade, estão sendo tomadas pela Superintendência do Sistema Prisional da capital. Ele revelou que o superintendente Fredson Pinheiro esteve na unidade com uma equipe responsável pelo reforço estrutural do lugar, bem como a ampliação do sistema interno de monitoramento por meio de câmeras, no intuito de coibir qualquer tentativa de fuga.
“Durante o dia, temos quatro policiais trabalhando em sistema de escala e dois plantonistas à noite. Os presos serão mantidos aqui apenas temporariamente, até que a Sejap consiga um local seguro e definitivo para guardá-los”, declarou Cutrim.
Presos participaram de rebelião sangrenta
Os 13 presos de Justiça, que estavam em Campo Grande (MS) desde 2010, foram trazidos a São Luís num avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que pousou no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado por volta das 20h de quarta-feira (28). Os presos tiveram de retornar porque expirou o prazo – dois anos – permitido para que ficassem no presídio federal. Eles ficaram em Campo Grande dois anos e quatro meses.
Entre os presos que retornaram do Mato Grosso do Sul, dois participaram da rebelião sangrenta ocorrida em Pedrinhas no final de 2010: Lindomar Farias Silva, o “Imperatriz”, e Cleiton de Brito Costa, o “Marginal”. A Sejap não informou onde eles estão.
Os outros 11 haviam sido transferidos a Campo Grande, conforme informou a Sejap, por determinação judicial antes do motim, por motivos diversos, tais como indisciplina, ameaças e tráfico de drogas dentro do sistema prisional.
Há cerca de 10 dias, sete detentos foram levados de São Luís para o presídio de segurança máxima de Porto Velho (Rondônia).
Veja a seguir as relações dos presos que regressaram para São Luís na quarta-feira e dos que foram transferidos para Rondônia.
(OV e JC)
Presos que retornaram na quarta para SL:
Fábio Coelho dos Santos (Fabinho Matador)
Bruno Monteiro da Silva
Carlos Augusto Reis Máximo (Gugu Branco)
Carlos Flaviano Moraes
Emerson Pavão Diniz (Perninha)
Francisco Henrique França Júnior (Júnior Nike)
Helton Rocha de Araújo (Pimpolho)
Hilton Jhon Alves Araújo (Praguinha)
Jailton Sousa Ferreira (Curtinho)
João Fernando dos Santos Rodrigues (Neguinho da Bacia)
Ronildo Dias dos Santos
Lindomar Farias Silva (Imperatriz)
Cleiton de Brito Costa (Marginal)
Presos transferidos há cerca de 10 dias para Porto Velho (RO):
Dino César Vieira Lemos (Dino Gordo)
Frandoaldo Rocha Sousa (Magrão)
José Ramiro Moreira Araújo (Ramiro)
Liomar Penha Guajajara (Índio Guajajara)
Marinaldo Assunção Roxo (Cerequinha)
Moisés Magno Sousa Rodrigues (Saddam)
Nílson da Silva Sousa (Diferente)

FONTE : JORNAL PEQUENO



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