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Justiça quer demolição do maior presídio de AL‏


Data da publicação: 02/04/2012
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Justiça quer demolição do maior presídio de AL

Há lixo acumulado em diversas partes do presídio e causa risco aos detentos.

 
 

 

 

 

 

Maceió - A Justiça de Alagoas pediu a interdição e a implosão do presídio Baldomero Cavalcanti, o maior do estado, por oferecer risco a presos e funcionários. Esta semana, três detentos conseguiram fugir e invadir a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) - que funciona ao lado da unidade prisional, em Maceió. O governador em exercício, José Thomáz Nonô (DEM), criou um grupo de emergência para a crise no sistema prisional alagoano.

Fotos tiradas pelo conselheiro estadual de segurança Antônio Carlos Gouveia mostram as condições do presídio: o telhado está comprometido; uma das cozinhas - de tão suja - foi interditada; o esgoto corre a céu aberto e a comida distribuída aos presos é de má qualidade e contaminada. Há ainda lixo acumulado em várias partes do presídio e até pneus abandonados - local propício à reprodução do mosquito da dengue. O Baldomero Cavalcanti está superlotado: tem capacidade para 460 presos, mas hoje tem 660.

A visita íntima acontece no interior da cela e, como não há aparelhos para inspeção, até as crianças são revistadas pelos funcionários do presídio. O aparelho de Raio-X, doado pelo Governo Federal, está parado porque precisa de manutenção, mas as peças importadas não chegam ao Brasil.

"Não se pode falar em ressocialização nesse presídio. Estamos à beira de um colapso. Ele deve até mesmo ser implodido, nada presta", defendeu o juiz da Vara de Execuções Penais, Braga Neto. Ele visitou a cadeia esta semana e constatou um quadro pior: entre as celas, os presos fizeram buracos nas paredes, ligando os ambientes. O teto está rachado e cheio de goteiras. As paredes estão mofadas.

A Intendência do Sistema Prisional analisa a construção de um novo presídio, mas sem data para sair do papel. Um laudo confirma que a cadeia não tem condições de ser reformada. De acordo com integrantes do Sindicato dos Agentes Penitenciários, existem pelo menos 30 túneis abaixo do Baldomero, todos escavados por presos. As autoridades perderam as contas da quantidade de fugas.

O clima piorou após a fuga dos presos que invadiram a Ufal. Temendo pelos alunos, a universidade suspendeu as aulas, que foram retomadas um dia depois, com reforço na segurança.

 

 

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A crise no sistema prisional levou o governador em exercício a convocar uma reunião, a portas fechadas, com os conselheiros estaduais de segurança. "O governo já está trabalhando para termos o cadeião, reparos físicos nos presídios, melhorias na alimentação e para os agentes penitenciários. O governo dará prosseguimento a suas ações, como a ampliação de bases de polícia comunitária, aumento da ronda cidadã e a construção do presídio de segurança máxima", disse Nonô, após o encontro.

 

FONTE : JORNAL O ESTADO DO MARANHÃO



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