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Depois de médicos e professores, agentes penitenciários param tudo


Data da publicação: 23/03/2012
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Agentes fazem manifestação em frente a presídioAgentes fazem manifestação em frente a presídio
Após a greve e caos na Educação e Saúde pública, da rede estadual, agora chega a vez do caos atingir a Segurança pública. O Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores das Secretarias da Justiça e de Segurança Piauí (Sinpoljuspi) decidiu entrar de greve geral por tempo indeterminado.
Foi em assembleia geral que ficou acertada a greve a partir desta quinta-feira (22/03), após os agentes já terem feito uma paralisação de advertência por 48h. A categoria tem espalhado outdoors por Teresina toda mostrando as suas reivindicações, que incluem a falta de estrutura nas delegacias e presídios, péssimas condições de trabalho e superlotação dos presídios.
Mais uma crise que expõe a criticada administração do governador Wilson Martins (PSB). O Sinpoljuspi alega que o Governo do Estado não atende os representantes dos agentes. Além disso, querem a imediata contratação dos concursados. Enquanto durar a greve estão suspensas as visitas de familiares aos presos, as entradas dos advogados aos seus clientes e até mesmo o deslocamento de presos de um presídio para o outro.
VEJA A CARTA ABERTA DO SINPOLJUSPI
PELO RESPEITO À DIGNIDADE DO AGENTE PENITENCIÁRIO E À HUMANIDADE DO PRESO
Pela lógica do sistema de segurança pública, o Agente Penitenciário representa, na prática, o “braço do Estado na prisão”. Sem o trabalho do Agente não há prisão, justiça e segurança aos próprios presos e à sociedade em geral. Sem o Agente Penitenciário não há assistência (jurídica, média, social, odontológica, psicológica, religiosa, material, etc) aos presos. O respeito ao preso enquanto ser humano passa, necessariamente, pelo reconhecimento e valorização profissional do Agente Penitenciário, pelo respeito a sua dignidade.
No entanto, no Piauí o Agente Penitenciário tem sido sacrificado a ser, às vezes, médico, advogado, assistente social, psicólogo, dentista, enfermeiro, farmacêutico, etc. O Agente Penitenciário tem sido “o braço, a perna e o coração do Estado na prisão”, sem o devido reconhecimento da Secretaria da Justiça.
A situação de precariedade nas Unidades Prisionais do Piauí se agrava a cada dia. Entretanto, para os gestores da Secretaria da Justiça o que vem ocorrendo, de forma cada vez mais rotineira: presos assassinados, tentativas de homicídios a presos, fugas, motins, tentativas de fugas e rebeliões, etc, são eventos normais da “rotina da prisão”.
Superlotação; precárias condições de trabalho; carência elevada de Agentes Penitenciários; viaturas quebradas; falta de armamentos, munições, extintores de incêndios, rádios HTs, algemas; obras paradas, etc. Tudo isso é normal para a Secretaria da Justiça, não para os sacrificados Agentes Penitenciários.
Até quando a Secretaria da Justiça vai anunciar a construção de Unidades Prisionais que não se concretizam? Como foram gastos os mais de R$ 16.000.000,00 (dezesseis milhões de reais) somente em verbas suplementares recebidos pela Secretaria da Justiça em 2011? Por que as obras das Unidades Prisionais estão paradas?
Os Agentes Penitenciários trabalham em excesso de atividades, causando-lhes stress e doenças diversas. Além disso, não podem sequer tirar férias ou licença para tratamento de saúde. Agentes Penitenciários e presos estão no mesmo barco, afundando a cada dia, sofrendo, adoecendo, morrendo.
Diga sim à luta do SINPOLJUSPI:
Pela convocação imediata dos Agentes Penitenciários concursados;
Pela melhoria no funcionamento das Unidades Prisionais;
Pelas alterações propostas no Estatuto dos Servidores Penitenciários;
Por melhores condições de trabalho; etc.
A luta do SINPOLJUSPI pela garantia de direitos aos Agentes é de todos(as), leva em consideração o respeito à dignidade do preso e a segurança deste e da sociedade.
SINPOLJUSPI EM AÇÃO: COMPROMISSO, COMPETÊNCIA E LUTA


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