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Juiz Nelson Rego visita casa destinada a receber condenados pela Lei Maria da Penha


Data da publicação: 12/03/2012
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Foto-Monteles

O juiz da Vara Especial de Defesa da Mulher, Nelson Rego visitou a primeira casa destinada a receber condenados pela Lei Maria da Penha – Casa de Assistência do Albergado e Egresso, situada na Rua Afonso Pena, no Centro. O local foi inaugurado, no último dia 8 (Dia Internacional da Mulher) e, é destinado para presos em regime aberto.

 

Nelson Rego acompanhado do secretário da Secretaria de Estado da Justiça e da Administração Penitenciária (SEJAP), Sergio Tamer e, da diretora da casa Tatiana Moraes visitou as instalações da primeira unidade especializada criada no Maranhão para receber presos sentenciados pela Lei Maria da Penha nº 11.340/2006. “A criação dessa casa, é muito importante para nosso Estado. Este trabalho mostra a preocupação do judiciário em acabar com essa realidade que prejudica muitas mulheres”, declarou o secretário Sergio Tamer.

 

De acordo com o magistrado Nelson Rego, em São Luís existe mais de 130 condenações somente em São Luís e, ainda que a 2ª Vara de Execuções Penais (VEP) vai avaliar por meio de uma seleção a quantidade de internos que vai ser encaminhada para Cada de Albergado.


A direção da casa - Diretora de um albergado há cinco meses, Tatiana Moraes, de 35 anos, – que é agente penitenciária e está à frente da Casa de Assistência do Albergado e Egresso.  “Antes eu era diretora do albergue feminino, agora vou dirigir uma instituição voltada para homens, isso é desafiador”, revelou a diretora.

 

Apesar do pouco tempo como diretora de uma unidade prisional, Tatiana tem uma vasta experiência dentro do sistema penitenciário. Há dez anos trabalhando no sistema, ela já passou por momentos difíceis que acabaram contribuindo para que ela crescesse profissionalmente. “Duas amigas minhas, que são agentes, foram mantidas reféns na última rebelião. Esse foi um dos momentos mais difíceis que eu já vivi ali, mas me fez crescer como pessoa e também profissionalmente”, afirmou ela.

 

Destes dez anos fazendo parte do sistema carcerário do Maranhão, sete foram sendo assistência social do presídio São Luís. Indo pela contra mão, ou seja, nada de defini-la como sexo frágil, Moraes é só mais uma das milhares de mulheres que assumem cargos antes delegados aos homens. “Não concordo quando definem a mulher como sexo frágil. Nós somos fortes e muitas das vezes até mais que os homens. Hoje não existe mais coisas que os homens fazem que as mulheres não podem fazer”, declarou Tatiana.

 

Sobre ter assumido a direção de uma unidade destinada a presos que cumprem pena com base na lei Maria da Penha, a diretora disse que a forma de dirigir será diferente de quando ela era responsável pelo albergue feminino. “Claro que eu vou ter um pulso mais firme do que quando era com as mulheres”, avisou.

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