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Deputados apelam para que o Governo do Estado evite confronto entre militares


Data da publicação: 24/11/2011
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Deputados apelam para que o Governo do Estado evite confronto entre militares


Os deputados Luciano Leitoa (PSB), Eliziane Gama (PPS) e Bira do Pindaré (PT) ocuparam ontem a tribuna da Assembleia, para externar preocupação com os rumos que pode tomar o movimento dos servidores militares do Estado do Maranhão. Luciano e Bira do Pindaré insistem que o conflito entre governo e militares seja resolvido de forma pacífica.
Leitoa lembrou a reunião do dia 8 de novembro entre representantes de segmentos organizados dos policiais militares, na sala da Presidência da Assembleia, com a presença do presidente Arnaldo Melo e outros deputados. Contou que na reunião o deputado líder do Governo, Manoel Ribeiro (PTB), garantiu que não haveria perseguição aos PMs envolvidos com o movimento.
Com base nos acontecimentos dessa reunião, refez o apelo aos deputados da base governista no sentido de que a questão seja tratada com muita responsabilidade pela Assembleia porque, em suas palavras, é muito grande a preocupação com o que pode vir a acontecer. 'Eu tenho certeza de que o deputado Zé Carlos, (presidente da Comissão de Segurança) tem feito o seu papel na intermediação desse conflito', afirmou.
O deputado disse estar à espera de que saia um encaminhamento que evite o pior para a sociedade e para o governo. 'Acredito que o entendimento continue sendo o melhor caminho a ser seguido', reforçou. Luciano Leitoa entende que é do interesse da Assembleia, dos deputados, encontrar uma solução capaz de dirimir o conflito.
Ele leu nos blogs e nos jornais notícias sobre a presença da Força Nacional de Segurança no Maranhão, além de outras forças do governo e disse ter a certeza de que isso poderia ter sido evitado e ainda pode ter um desdobramento bem melhor do que está previsto. 'A responsabilidade dessa Casa é muito grande na intermediação desse conflito', assegurou.
Leitoa acha que a Assembleia precisa esclarecer se estão havendo perseguições aos militares que participaram do movimento do dia 8, pois no seu entendimento se isso for verdade pode dificultar muito as negociações.
'Não sabemos como isso pode acabar, mas o fato é que não será positivo nem para a sociedade nem para o governo', disse defendendo, em seguida, que a intenção dos militares é apenas assegurar direitos. 'Direitos desses homens que trabalham dia e noite para que este seja um Estado mais seguro'. 'Para tanto, é preciso que o próprio Estado reconheça esses profissionais e a importância que eles têm, acrescentou'.
Afirmando que 'estão mexendo em casa de marimbondos', o deputado Bira do Pindaré defendeu que os servidores militares, desde o início do movimento, têm sido extremamente pacientes, flexíveis, disciplinados e transparentes. Para o parlamentar, a postura dos policiais é elogiável por todos, pois eles concederam os prazos que lhes foram solicitados, sem exceção. 'E a resposta não pode ser essa de trazer a Força Nacional. Eu acho isso um equívoco porque nós estamos, na verdade, testemunhando a constituição de um campo de guerra', lamentou.
Bira entende que o governo deve dar consequência à intermediação feita pela Assembleia, à negociação ali acontecida, inclusive com a presença do presidente Arnaldo Melo. E lamentou que o deputado líder do governo, Manoel Ribeiro, tenha empenhado sua palavra e depois de tudo, ao invés de se ter uma resposta para ser negociada com os servidores militares é anunciada a presença da Força Nacional no Maranhão. Bira acha que a presença de 200 ou 300 homens da Força Nacional não vai resolver o problema da segurança no Estado se esses servidores realmente paralisarem suas atividades como estão anunciando.
Alertou também que a Força Nacional tem um custo altíssimo e nós sabemos quem vai pagar a conta. Em seguida, perguntou: Quanto custa a manutenção de 200 ou 300 homens aqui em diárias, transportes, hospedagem, deslocamento? Não seria mais fácil apresentar uma proposta aos servidores militares? 'E ainda dizem que estão querendo colocar lenha na fogueira. Não. Quem está colocando gasolina na fogueira é quem está trazendo a Força Nacional para o Maranhão', disparou.
'Agora, imaginem sem a polícia; imaginem um, dois, vários dias sem a polícia', reforçou. Segundo Bira, vai ser um deus nos acuda, um drama. Ele frisou, inclusive, que este é um filme que já se assistiu no Rio de Janeiro e todo mundo soube das consequências. 'Vai ser a mesma coisa aqui no Maranhão', vaticinou. Finalizando, o deputado afirmou que essa é a crônica de uma tragédia anunciada.
Alerta de Tavares – Já o líder do Bloco de Oposição, Marcelo Tavares, que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiro devem entrar em greve a partir de quinta-feira (24). Hoje, às 18h, a categoria realizará uma assembleia geral para deliberar sobre o movimento.
Segundo Marcelo, a ameaça de greve foi feita durante reunião realizada na última segunda-feira (21), na Sala de Comissões da Assembleia, com lideranças do movimento. Participaram também da reunião o presidente da Comissão de Segurança da Assembleia, deputado Zé Carlos (PT) e a deputada Cleide Coutinho (PSB).
O parlamentar informou que o clima é o pior possível, pois policiais militares e bombeiros se mostraram muito inquietos, porque até o momento o governo do Estado ainda não apresentou nenhuma proposta concreta, para atender as reivindicações da categoria.
Na avaliação de Tavares, a provável paralisação dos policiais e bombeiros não atinge a governadora Roseana Sarney (PMDB), mas toda a população do Maranhão, que vai viver momentos de pânico, por causa da insegurança provocada por uma provável greve da categoria.
Entendimento – Por outro lado, o presidente da Comissão de Segurança da Assembleia, deputado Zé Carlos (PT) defende um imediato entendimento entre o governo do Estado e os policiais e bombeiros, para evitar uma provável greve das categorias, que com certeza penalizará a população.


FONTE : JORNAL PEQUENO



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